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DECÁLOGO
Significa “dez palavras” em grego.
E diz respeito às dez palavras pronunciadas
por Deus a seu povo no monte Horeb (Ex 20, 1-
17; Dt 5, 6- 25). Consiste em dez deveres ético-religiosos
fundamentais que cada um tem com Deus e o próximo.
É conhecido também como Dez Mandamentos,
Tábuas da Lei, Código, etc.
DEDICAÇÃO Comum a todas
as religiões, a dedicação
é a cerimônia com que se consagra
um edifício usado para o culto. No rito
católico, é a cerimônia
com que o bispo consagra uma nova igreja.
DEMÔNIO O diabo é o anjo
decaído que tem sede no inferno e tenta
os homens, induzindo-os ao mal. No cristianismo
fala-se de demônios como anjos decaídos,
condenados ao fogo eterno do inferno por se
terem rebelado contra Deus. O chefe deles é
Lúcifer, o "demônio"
por excelência, também ele anjo
decaído, chamado também Satanás
e Diabo e considerado guarda do inferno e ministro
de Deus para castigar as almas dos maus. Em
alguns países cristãos, o demônio
foi objeto de culto por parte de pessoas dedicadas
à magia e à bruxaria: os chamados
"satanistas" que, dizia-se, evocavam
o demônio por meio de uma liturgia que
parodiava a da Igreja. Na Europa ocidental,
sobretudo nos séculos XVI e XVII, houve
uma espécie de demonomania; por toda
parte se via a ação física
do demônio e possessões diabólicas,
e muitos foram os bruxos ou os magos processados
e condenados à fogueira. Os exorcismos
têm a finalidade de expulsar o demônio
do corpo da pessoa que está possuída,
bem como a doença de que está
acometida.
DEVOÇÃO Voto pelo qual
alguém se entrega livre e fervorosamente
às práticas religiosas.
DIÁCONO Aquele que auxilia os
bispos na realização dos sacramentos
e na assistência aos pobres.
DILÚVIO Há vários
relatos antigos, em diferentes culturas, que
dizem respeito a um grande dilúvio ou
inundação da terra pelas águas.
Entre eles, os mais conhecidos são a
Lenda de Gilgamesh, o bíblico (Gn 1-
2; 6, 5 – 9, 17) e o hinduísta
Mahabharata (III, 187). Há diversas semelhanças
e diferenças entre esses relatos. No
bíblico, o seu significado é de
punição de Deus sobre os homens
por causa de seus pecados.
DIOCESE Circunscrição
territorial sujeita à administração
eclesiástica do bispo, arcebispo ou patriarca.
O mesmo nome era dado às circunscrições
administrativas de algumas províncias
romanas.
DISCASTÉRIO Órgão
da cúria romana que ajuda o papa em seu
trabalho pastoral. Por exemplo, “A Sagrada
Congregação pela Doutrina da Fé”,
“A Sagrada Congregação para
Evangelização dos Povos”
ou ainda, “A Sagrada Congregação
para o Culto Divino”, entre outros.
DOGMA Significa, no cristianismo, tudo
aquilo que se impõe à crença
e à prática cristã, ou
então uma verdade fixa dentro de uma
certa ordem de fé. A Igreja formula o
conteúdo da fé, estabelecendo
assim os dogmas. Verdades em que se deve crer
por terem sido reveladas.
DOMINGO Provém de Dies Dominica,
que significa Dia do Senhor. Foi nesse dia que
ocorreu a Ressurreição de Jesus.
Por isso é um dia de comemoração
dos cristãos desde o século primeiro.
É um dia marcado pela Eucaristia, no
qual se comemoram os mistérios redentores
e se comunga com os mesmos.
DOUTOR
DA IGREJA Título dado pela Igreja
católica aos teólogos em reconhecimento
à importância de suas obras.
DOUTRINA Ensinamento, ciência.
ECLESIÁSTICO Que faz parte do
clero.
ECUMENISMO Este termo é usado
desde os cismas do Oriente, no séc. XII,
e do Ocidente, ocorrido no séc. XVI.
Significa, em grego, “mundo inteiro”,
ou seja, designa o movimento da unidade que
procura formar uma só Igreja universal.
O ecumenismo tomou força maior quando,
no séc. XIX, foi assumido oficialmente
pelas autoridades que o dirigem, que são
o Conselho Ecumênico das Igrejas e o Secretariado
para a União dos Cristãos.
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ESCATOLOGIA
Do grego schatos + logos, doutrina das coisas
que deverão acontecer no fim do mu
do.
ENCÍCLICA É o termo
com que se designam na Igreja católica
as cartas apostólicas endereçadas
pelo pontífice aos bispos de todo o
mundo ou de uma só nação,
bem como a todos os fiéis, sobre importantes
questões de caráter doutrinal,
moral, social e político. Normalmente
as encíclicas são redigidas
em latim, mais raramente - quando endereçadas
aos bispos ou aos fiéis de uma só
nação, tratando de problemas
específicos deles - na língua
vulgar. As encíclicas são identificadas
sempre pelas palavras iniciais do texto. Não
sendo expressão do magistério
extraordinário, mas do magistério
ordinário do sumo pontífice,
não contêm definições
ex-cathedra e não gozam da prerrogativa
da infalibilidade. Obrigam, todavia, os católicos
à obediência e à observância,
em virtude do primado do papa e de seu magistério
universal sobre toda a Igreja, especialmente
quando contêm explícita condenação
de doutrinas errôneas, exprimem o ensinamento
da Igreja sobre determinadas questões
ou estabelecem diretrizes a respeito de problemas
de particular importância doutrinal,
moral e social. Embora cartas dos papas aos
bispos e fiéis fossem, evidentemente,
um velho costume (remontando à antigüidade
cristã, pode-se considerar como primeiro
exemplo a Carta de Clemente Romano à
Igreja de Corinto, fim do século I),
historicamente, todavia, as encíclicas
datam do pontificado de Bento XIV, que designou
com esse termo uma carta que enviou a todos
os bispos católicos (Epístola
encyclica ad omnes episcopos, 3.12.1740).
EPIFANIA É a festa com a qual
se celebram (6 de janeiro) tanto a manifestação
da divindade de Jesus Cristo como a visita
e a adoração dos Magos. A origem
dessa festa remonta aos gnósticos basilidianos
(século II), que celebravam a manifestação
do Cristo divino no mundo terrestre ocorrida
no momento de seu batismo. Portanto, originalmente,
o dia 6 de janeiro era a festa do batismo
de Jesus Cristo. A partir do século
IV, celebraram-se simultaneamente, na data
de 6 de janeiro e com o nome de Epifania,
tanto a festividade do batismo como a do Natal.
Já durante o século IV, quando
se espalhou o costume de festejar o Natal
no dia 25 de dezembro e a comemoração
do batismo foi passando pouco a pouco para
segundo plano, a adoração dos
Magos começou a se tornar o objeto
principal, acabando por ser depois o objeto
exclusivo da festa de 6 de janeiro. Na liturgia
oriental, ao contrário, a Epifania
continuou sendo sobretudo a festa do batismo
de Jesus. Em alguns ambientes do cristianismo
antigo comemorava-se no dia 6 de janeiro,
sempre com o nome de Epifania, também
o milagre das bodas de Canaã, como
uma primeira manifestação da
divindade de Jesus. No Brasil, no dia 6 de
janeiro, festeja-se a "folia de Reis",
uma manifestação folclórica
durante a qual grupos de jovens, vestidos
de branco, pedem donativos para a comunidade,
cantando ao som de violões, pandeiros,
cavaquinho, pistom e tantã.
EPÍSTOLA Escrito de um apóstolo.
EREMITA Religioso que escolhe viver
isoladamente para consagrar-se à oração.
ESCAPULÁRIO É um dos
sacramentais mais usados pelos cristãos.
Consiste em duas peças retangulares
de lã marrons, unidas por duas fitas
que são colocadas sobre os ombros.
O costume do uso do escapulário surgiu
somente a partir do séc. XVI. Hoje
existem dezoito tipos de escapulário,
cada um originário de uma ordem religiosa
diferente. O mais conhecido é o escapulário
marrom da Ordem Carmelita com a imagem da
Virgem do Carmo. Essa popularidade se deve
a uma visão de São Simão
Stock, um carmelita do séc. XIII, na
qual a Virgem lhe prometeu que ninguém
morreria em pecado mortal se usasse o seu
escapulário.
ESTANTE
E PÚLPITO A estante, objeto
litúrgico de grande interesse artístico
no mundo cristão, era uma simples mesinha
inclinada e colocada sobre o ambão
das basílicas paleocristãs.
Assumiu grande importância e valor monumental
no período românico, quando foi
incorporada ao púlpito, sustentada
pela águia de São João
ou por outro símbolo dos evangelistas.
ESTILISTA Eremita do Oriente que
vivia no alto das colinas.
Estola – Faz parte do vestuário
litúrgico dos bispos, padres e diáconos.
Consiste em uma larga tira de pano usada sobre
a túnica, e representa o poder sacerdotal
dos ministros da hierarquia eclesiástica.
EUCARISTIA
É um dos sete sacramentos e, juntamente
com o batismo e a crisma, completa a iniciação
cristã. Os sinais essenciais da Eucaristia
são o pão de trigo e o vinho
de uva, em que, por meio da consagração,
dá-se a transubstanciação
no Corpo e Sangue de Cristo: Ele está
presente de modo verdadeiro, real, substancial
nas espécies sacramentais; por isso,
é-Lhe devido o culto de adoração.
O termo "Primeira Comunhão"
indica esse sacramento quando é recebido
pela primeira vez pelas crianças para
isso devidamente catequizadas. Normalmente
é administrada a crianças por
volta dos 8/9 anos de idade e sob a única
espécie do pão consagrado. Recebe
o nome de "Communio" justamente
para indicar a "comum união"
e "igual participação"
delas nesse sacramento "divino"
por excelência, sendo materializada
na hóstia e no vinho a presença
real do Senhor.
EVANGELHO Anúncio da salvação
trazida por Jesus ao mundo, denomina também
o conjunto de livros sagrados.
EVANGELIÁRIO O evangeliário
ou lecionário é o livro litúrgico
que contém os trechos do Evangelho
a serem lidos durante o ano na missa solene.
EVANGELISTA Os evangelistas são
os autores dos Evangelhos canônicos.
Eles são quatro: Mateus, Marcos, Lucas
e João. O termo evangelista é
também utilizado nas Sagradas Escrituras
para referir-se aos pregadores. Em algumas
Igrejas protestantes, evangelista corresponde
a pregador leigo, que, em alguns casos, pode
também ser encarregado de exercer todas
as funções pastorais.
EVANGELIZAÇÃO Difusão
do Evangelho.
EXEGESE Comentário e interpretações
de textos sagrados de religiões. É
aplicado especialmente à Bíblia,
tornando-se posteriormente objeto de reflexões
teológicas.
EXCOMUNHÃO
Exclusão do fiel da comunhão,
é uma das três censuras penais
da Igreja e o motivo para que ela seja estabelecida
é a heresia.
ÊXODO É o título do segundo
livro da Bíblia hebraica e faz parte
do Pentateuco, conjunto de cinco livros que
formam a Torá. A palavra tem origem
grega e significa saída, pois narra
a fuga do povo de Israel para a terra prometida.
EXORCISMO
Consiste em prática de rituais usados
contra forças maléficas. Essa
prática existe em todas as religiões,
apesar de que a diferença entre elas
é radical. No ritual da Igreja se recorre
ao Corpo Místico de Cristo para que
quebre a influência do demônio
sobre determinada pessoa. Qualquer sacerdote
pode exercer a função de exorcista,
desde que tenha a licença especial
do Bispo, e que tenha certeza de que se trata
realmente de um caso de possessão e
não de doença mental.
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FARISEU
Membro de um seita judaica que ostentava grande
santidade exterior; (fig.) hipócrita.
FÉ É a porta de entrada para qualquer
religião. Fé significa o ato de
crer, de confiar. É muito comum que se
faça distinção entre fé
e razão. Isso indica, portanto, que a
fé constitui um sentimento sem base teórica
ou racional. No cristianismo, a fé significa
crer na pessoa de Jesus como Messias, Filho
de Deus, Senhor. A fé tem formas diferentes
nas diversas religiões, mas é,
basicamente, a confiança no sistema de
crenças destas.
FIAT
COMMIXTIO Essa expressão latina
significa, literalmente, “Faça-se
a mistura” e era usada no rito da mistura
do Corpo e do Sangue de Cristo na oração
primitiva que era feita por volta do ano 400
d. C. Depois, esse termo “Fiat”
foi substituído por “haec”,
que significa “esta”. |
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